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Eye-tracking: as interações inconscientes do usuário

Para melhores resultados, é importante entender que o olhar é atraído ou não em certas partes da página. Acompanhar o movimento dos olhos ajuda a analisar o comportamento do usuário.
Por Philip Rhodes
Há muitos anos pesquisadores vêm tentando entender como os usuários interagem com websites, produtos e sistemas. Na verdade, o conceito de “usabilidade” foi criado na tentativa de medir a qualidade da experiência do usuário quando este interage com um produto ou um sistema, e, geralmente, se refere a como os usuários podem aprender a utilizar um produto para atingir seus objetivos e o quanto satisfeitos eles estão com este processo.
Um website pode ser considerado “usável” quando o usuário pode de maneira fácil utilizá-lo e acessá-lo para completar suas tarefas ou atividades, atingindo assim seus objetivos. Usabilidade, conseqüentemente, é a combinação de diferentes fatores, incluindo:
- Facilidade de aprendizado – intuitividade
- Eficiência de uso
- Facilidade de memorização – o usuário pode facilmente reconhecer como utilizar a interface
- Prover apoio aos usuários no caso de erro, e, permitir que os usuários se recuperem dos mesmos (durante o processo de utilização)
- Satisfação do usuário (claro que esta é uma métrica subjetiva, o que pode satisfazer um usuário poderá deixar o outro louco de raiva)
A usabilidade tem auxiliado pesquisadores e designers a entender melhor como interfaces podem ser desenvolvidas de forma a serem mais intuitivas; entretanto, a usabilidade tradicional tem sempre se focado no uso consciente da interface pelo usuário.
Mas, são todas as interações entre interface e usuário conscientes ou é possível a algumas interfaces manipular o inconsciente dos usuários? E no caso desta hipótese ser possível, é viável considerá-la para medir os padrões do comportamento do usuário nesta interface?
Este artigo provê uma introdução ao campo do eye tracking, e como este pode ser utilizado em contexto comercial.
Uma breve perspectiva histórica
Em 1879 em Paris, Louis Émile Javal observou que o ato da leitura não envolvia uma varredura leve dos olhos sobre o texto, como previamente assumido, mas uma série de pequenas paradas (chamadas fixações) seguidas de movimentos rápidos.
Uma fixação pode ser definida pelo ato da pausa do olhar fixado em uma certa posição, seguida de um movimento rápido, quando o o olho se muda para uma nova posição com um novo objetivo. Esta observação gerou questionamentos importantes sobre o ato da leitura, que foram investigadas no século passado: Em quais palavras os olhos param? Por quanto tempo os olhos descansam? Quando os olhos voltam a identificar palavras posteriormente?
Em 1980, Just and Carpenter formularam a teoria “Strong eye-mind Hypothesis”, e concluíram que “não existe defasagem entre o que é fixado e que é processado”. Esta hipótese afirmava que existe uma correlação direta e instantânea entre o que um indivíduo olha (palavra ou objetivo), e, como o indivíduo prontamente pensa (processo cognitivo) sobre esta palavra ou objeto.
Apesar desta hipótese ser sempre tomada como certa, muitos pesquisadores, incluindo Hoffman (2000) têm questionado a hipótese acima, uma vez que esta não considera a atenção dada pelo indivíduo a coisas que ele não esteja olhando diretamente, ou seja, a ‘covert attention’.
De maneira similar, não é possível pressupor processos cognitivos específicos diretamente de uma fixação particular em um objeto de uma paisagem. Por exemplo, a fixação em uma face dentro de uma imagem pode indicar reconhecimento, empatia, aversão, perplexidade, etc. Por esta razão, eye tracking é sempre combinado com outras metodologias, como por exemplo, protocolos verbais.
Investigações com eye tracking afiguram-se a dar suporte à idéia de ‘covert attention’, uma vez que tem como resultado o escaneamento dos padrões de fixação e caminhos demonstrados, não apenas nos pontos de atenção, mas por onde os olhos passaram.
Conseqüentemente, eye tracking não indica o processo cognitivo.
O que é eye tracking?
O movimento ocular é tipicamente dividido entre fixações e movimentações. A série resultante das fixações e movimentações é chamada “caminho do escaneamento”.
A maior parte das informações do olhar são obtidas durante as fixações, e não durante as movimentações. Os locais de fixação em um “caminho de escaneamento” demonstram quais informações foram processadas durante uma sessão de eye tracking.
Em média, as fixações levam por volta de 200 milisegundos durante a leitura de um texto, e 350 milisegundos durante a visualização de uma imagem.
A movimentação e fixação em um novo objetivo toma por volta de 200 milisegundos. A análise de um “caminho de escaneamento” tem se mostrado útil para se realizar análises de intenção cognitivas, de interesse e de realce. Estas diferentes “intenções” resultam em tempos levemente diferentes de fixação.
Como um exemplo de uso do eye tracking, a ilustração abaixo demonstra como usuários “visualizam” a homepage do website do Banco Real durante os primeiros 20 segundos.
Os usuários, neste caso, foram solicitados a localizar informações para obter um Cartão de Crédito do Banco Real. Os participantes, no total de oito, fizeram parte de um pequeno projeto de pesquisa conduzido pela Fhios: brasil, para investigar como os usuários estão interagindo com o Real Internet Banking, como estão navegando no site atual, o que este gostam no site, e o que necessita ser mudado para melhorá-lo.
A ilustração indica que todos os usuários visualizaram a página de uma forma muito similar; a sua atenção esteve focada na coluna da esquerda, primariamente no menu da esquerda e no menu em drop – down “Real Internet Banking”.
De maneira interessante, alguns usuários focaram atenção no centro da página e, no menu de navegação primária abaixo do centro da página. Surpreendentemente, nenhum dos usuários focou atenção na coluna da direita da página, apesar de lá existir um anúncio de venda de cartões de crédito.
Finalidades do eye-tracking
Existem dois componentes primários para a maioria dos estudos de eye tracking: análise estatística (esta quantifica onde os usuários olham, às vezes diretamente, e às vezes baseando-se em modelos de engajamento cognitivo) e renderização gráfica.
Nos últimos anos, o aumento da sofisticação e acessibilidade às tecnologias de eye tracking criaram uma grande demanda de interesse nos setores comerciais e empresariais, tendo como foco aplicações comuns incluindo usabilidade na web, publicidade, design, etc. No geral, estudos comerciais de eye tracking funcionam através da apresentação de um foco de estímulo visual para uma amostra de consumidores enquanto um eye tracker é utilizado para gravar a movimentação do olhar.
Podemos tomar como exemplos de focos de estímulo: websites, programas de televisão, eventos esportivos, filmes, comerciais, revistas, jornais, embalagens, displays de prateleira, sistemas de atendimento ao consumidor (auto atendimento bancário, sistemas de checkout, quiosques multimídia, etc), e softwares. Os dados resultantes podem ser analisados em esfera estatística e renderizados graficamente para demonstrar evidências de padrões visuais específicos.
Examinando as fixações e movimentos, dilatação da pupila, piscar de olhos e uma variedade de outros comportamentos, pesquisadores podem determinar uma grande quantidade de informações sobre uma dada mídia ou produto.
A pesquisa de eye tracking tem tido sua utilização aumentada sensivelmente na área de usabilidade na web. As técnicas tradicionais de usabilidade são poderosas em prover informação em padrões de clicks, rolagem, no entendimento do comportamento do usuário, opiniões e atitudes em relação a uma interface. A inclusão do eye tracking oferece a habilidade de analisar a interação do usuário entre os clicks. Isto tem provido valiosos insights sobre quais dispositivos são mais atrativos e quais dispositivos confundem os usuários ou são ignorados.
Especificamente, eye tracking pode ser utilizado para medir a eficiência de localização, branding, publicidade online, usabilidade navegacional, design geral e muitos outros componentes de um site.
A fhios tem executado uso extensivo do eye tracking em vários cenários web, incluindo:
- Análise do estado real (real state) de homepages e de páginas chave de um site
Vários estudos recentes tem objetivado em como os consumidores focam atenção em áreas específicas de um real state online, e como estes usuários se movem e priorizam informações em uma página.
De maneira interessante, estas investigações têm questionado a presunção do modelo em “F” de visualização de páginas.
Previamente concluiu-se que os usuários olham para o alto/esquerda e depois para a área mais alta da página, antes de mover para baixo e a direita, fazendo a forma de um “F” (Nielsen 2006).
Nossos achados sugerem que, apesar dos usuários poderem utilizar o “F” para se orientar na página, muitos deles (particularmente aqueles que já possuíam experiência pregressa com a página) serão atraídos para outros elementos da página, como imagens e textos (particularmente pistas navegacionais).
- Estudo de priorização de navegação
Estudos recentes têm comparado diretamente estratégias navegacionais alternativas, investigando o formato mais importante para as estruturas navegacionais primárias e secundárias em homepages; estas investigações claramente ilustraram que a familiaridade ou experiência de uso em um site tem um impacto direto na performance do usuário em localizar e utilizar diferentes itens navegacionais em diferentes posições.
Um dos achados chave destes estudos tem sido a importância da coluna da esquerda nos itens navegacionais primários.
- Análise de e-mails
Vários estudos tem se focado no entendimento de como os usuários ‘lêem’ e-mails, particularmente e-mails que são enviados como confirmação para processos finalizados online (ex. compras e/ou mensagens de marketing). Estes estudos tem claramente ilustrado um comportamento inicial de ‘scanning’ e ‘browsing’ dos usuários quando olham para estes e-mails, mais do que leitura linear dos mesmos. Através da análise do tempo de fixação, tem sido também possível avaliar como usuários estão lendo e-mails, o que lhes chama atenção no texto e quais palavras, frases e sentenças estão sendo ignoradas.
Agregando sentido aos dados de eye-tracking
A pesquisa de eye tracking pode ser mais efetiva para um completo entendimento dos caminhos complexos nos quais usuários interagem com o mundo informacional. Abaixo estão descritos 20 pontos concluídos através de estudos de eye tracking que podem auxiliar na melhoria do design de uma página de web.
- 1. Texto atrai a atenção antes de gráficos.
Usuários não são atraídos apenas por imagens. Usuários casuais irão a um site procurando por informações, não imagens, e por isso, eles procurarão mensagens chave buscando comunicação clara.
- 2. Não modifique as convenções só para ser “original”.
Usuários necessitam sentir confiança quando acessam o site, consequentemente, apesar do estilo mais autoral parecer interessante, o design não deve tentar mudar radicalmente os hábitos dos usuários se o site quiser ser bem sucedido.
- 3. Leitores ignoram os banners.
Os estudos tem demonstrado que os leitores ignoram banners, apenas focando neles por uma fração de segundos. Se o site se apóia em faturamento proveniente de venda de banners, necessita então ser criativo na localização ou no tipo de anúncio que insere. Nós temos visto que anúncios considerados “relevantes” ou “relacionados” ao conteúdo da página são normalmente mais bem sucedidos (em termos de tempo de fixação) do que aqueles incongruentes com o conteúdo.
- 4. Formatações e fontes extravagantes são ignorados.
Os estudos tem demonstrado que usuários tem dificuldade em encontrar informações em fontes com formato grande e colorido. O site deve ser enxuto e não “gritante”, ou importantes elementos poderão ser encobertos.
- 5. Mostre números como números.
É mais fácil encontrar informações objetivas quando os usuários visualizarem numerais ao invés de números literalmente escritos. Perceba que os usuários irão inicialmente escanear o site, então será mais fácil para eles encontrar o que precisam e se manter interessados.
- 6. O tamanho das fontes influencia o comportamento visual.
O tamanho da fonte afeta como os usuários olham para a página. Pesquisas demonstram que fontes pequenas aumentam o comportamento de concentração de foco visual, enquanto fontes maiores encorajam o escaneamento da página. Obviamente, textos muito pequenos não devem ser utilizados.
- 7. Usuários só lêem um subtítulo se este os interessa.
Apesar de subtítulos poderem ser úteis, nossas pesquisas tem demonstrado que usuários prestam pouca atenção neles. Os usuários irão focar atenção nos subtítulos apenas se estiverem interessados no conteúdo após escanear os títulos da página. A inclusão de palavras chave diretamente relacionadas ao conteúdo tem sido considerada útil para orientar os usuários.
- 8. As pessoas normalmente escaneam as partes baixas da página.
Uma vez que os usuários estão em partes mais “profundas” do site eles visualizam o conteúdo como fazem com o topo da página (escaneando). Ressaltar certas sessões ou incluir listas com marcadores é particularmente útil para auxiliá-los a focar a atenção em certas áreas de conteúdo.
- 9. Parágrafos curtos funcionam melhor que parágrafos longos.
A informação deve ser desenhada para um período curto de atenção da maior parte dos usuários. Parágrafos e sentenças devem ser mantidos curtos, ao menos que o contexto imponha a se fazer diferente, como no caso de descrição de produtos em um site de e-commerce.
- 10. Formato de coluna única funciona melhor para a fixação de olhar do que o formato multi-coluna.
Duas colunas podem sempre desestimular usuários devido a excesso de informação. Manter as áreas de conteúdo simples é geralmente melhor. Nossas pesquisas tem mostrado que usuários ficam menos tempo em conteúdos disponibilizados em múltiplas-colunas.
- 11. Anúncios localizados próximos aos conteúdos mais importantes são vistos com maior frequência.
Apesar de anúncios serem geralmente ignorados, aqueles posicionados próximos ao conteúdo principal são visualizados por maiores períodos de tempo do que os próximos ao conteúdo a ser visualizado (escaneado). Isto é particularmente evidente se o anúncio é relacionado ao conteúdo principal.
- 12. Anúncios em texto são visualizados mais intensamente do que outros tipos de anúncios.
O usuário médio de internet geralmente não perde tempo olhando conteúdo dos anúncios. Este é o porquê de anúncios em texto funcionarem melhor do que anúncios gráficos ou animados.
- 13. Imagens de faces (rostos) claras e limpas atraem mais o olhar.
Fotografias abstratas ou artísticas são interessantes, mas não vão ganhar muita atenção dos leitores. Fotografias de pessoas causam uma fixação um pouco mais longa, particularmente quando são de pessoas “reais”, e não modelos.
- 14. Cabeçalhos e títulos atraem a atenção.
Leitores focam a atenção em manchetes ou títulos em páginas mais profundas no site. Perceba que as manchetes/títulos são menos importantes na homepage.
- 15. Usuários gastam muito tempo procurando botões e menus.
Links navegacionais necessitam de um design bem feito, destacado e imediatamente inteligível. Afinal, eles não apenas atraem a fixação, mas são um dos elementos mais importantes do site.
- 16. Listas mantém a atenção do leitor por mais tempo.
Listas fazem usuários focar a atenção no conteúdo, o uso de números ou bullets é também importante no momento de destacar as informações mais importantes do conteúdo.
- 17. Grandes blocos de texto devem ser evitados.
Estudos tem demonstrado que em média, o visitante na web não perderá tempo para ler e estudar grandes blocos de texto, não importa quanto informativo ou bem escrito isto possa estar. Destacar áreas específicas e utilizar bullets pode também ajudar a manter a atenção do usuário.
- 18. A formatação pode atrair a atenção.
Utilizar negrito, letras maiúsculas, itálicos, cores e sobrescrito pode auxiliar usuários no momento de escanear textos, entretanto, estes estilos de formatação devem ser utilizados de maneira criteriosa, uma vez que o exagero fará a página difícil de ler e espantará os leitores.
- 19. Espaço em branco é bom.
Por mais que seja tentador colocar alguma coisa em cada parte da página, é melhor sempre deixar áreas do site livre de qualquer texto. Sites com muito texto desestimulam os usuários – a regra é manter a página visualmente simples e permitir espaços visuais abertos para que os leitores descansem seus olhos.
- 20. Ferramentas navegacionais funcionam mais quando colocadas no topo da página.
Usuários desejam estar aptos a se orientar instantaneamente quando entram em uma página ou site (perceba que eles nem sempre entram em um site via homepage); consequentemente, o usuário necessita “ver” imediatamente os itens navegacionais. Colocar os itens navegacionais no topo da página pode deixar a navegação mais fácil.
Conclusão
Eye tracking é um meio efetivo de analisar o comportamento do usuário. É particularmente útil quando utilizado em colaboração com outros métodos de pesquisa qualitativa, onde usuários podem revisar o “comportamento” de seu olhar e discutir porque ele foi atraído ou não em certas partes da página. [Webinsider]
Sobre o autor
Philip Rhodes é Ph.D. em Information Design. Especialista em soluções centradas no usuário das áreas financeiras, educacional e telecomunicações. É diretor de Customer Experience Research & Design da fhios.
Sites grandes discutem a influência das mídias sociais

Editores de sites como Abril e Estadão debatem no Campus Party como as publicações de empresas de jornalismo se relacionam com as mídias sociais. E como procuram se adaptar a elas.
Por Alessandra Mazzariolli
O debate “A influência das mídias sociais nas publicações” fez parte da agenda do Campus Party e reuniu Silvia Bassi (IDG), Sandra Carvalho (Editora Abril), Marco Chiaretti (Grupo Estado), Marcelo Gomes (Meio & Mensagem) e Tiago Dória como moderador.
Os profissionais apresentaram visões sobre a internet no papel de editores de publicações e comentaram sobre como as novas mídias estão se conectando com os meios de comunicação de massa.
Na disputa pela atenção do usuário, de certa forma competem com blogs, twitters e wikis, que por sua vez diminuem as distâncias entre o que é noticiado e quem escreve a notícia.
- O que funciona o que não funciona nas novas mídias sociais?, perguntou Tiago Dória aos convidados da mesa.
Segundo Silvia Bassi, da IDG, os meios de comunicação de massa estão experimentando as novas mídias e as agências de publicidade tentam entender todas as mudanças. Os veículos, portanto, devem pensar em “mudar a cabeça dos jornalistas; saber trabalhar com diversas mídias (desde as convencionais até blogs, YouTube, caixinha de papel…) e conseguir estabelecer que informação não é só o que você escreve, mas também como você a organiza”.
Marcelo Gomes, do Meio & Mensagem, por sua vez está “testando as coisas”. Entende que o blog funciona como recurso editorial e convida blogueiros para participar do conteúdo. Para ele o jornalismo colaborativo enriquece a cobertura dos eventos, com relatos próximos aos acontecimentos.
Sandra Carvalho, da Abril, contou que no passado as iniciativas em rede, basicamente fórum, sempre foram consideradas importantes na Info, mas limitadas. Hoje o Orkut mostra o seu tamanho. “O que mudou no jornalismo: ontem o público lia, hoje troca informações. A capacidade de mobilização tornou o jornalismo mais ligado à internet e hoje a forma de trabalho é muito diferente. E os negócios também atuam na internet”.
Para Marco Chiaretti, do Grupo Estado, a audiência funcionou: se 300 mil pessoas lêem o Estadão, oito milhões acessam o portal. Já a relação entre o texto e o leitor estaria em crise; no jornal impresso “supõe-se que o leitor leia todo o texto, mas na internet sabemos que isso não acontece”.
Do ponto de vista financeiro, Chiaretti acredita: “Tem que funcionar. Os publicitários devem se convencer que os anúncios em portais serão maiores do que no papel, mas saber fazer sem prejudicar o jornal tradicional. Ou seja, para os espaços sociais em construção está dando certo. Temos um longo percurso, mas tem que funcionar”.
A conclusão em poucas palavras: o jornalismo tradicional está se adaptando às novas tendências e deseja cada vez mais produzir conteúdo na internet e lidar com a influência das redes sociais.
Fonte: Webinsider
Poder do Twitter

As notícias abaixo foram selecionadas do Portal IOL Portugal Diário sobre o Twitter e sua influência no jornalismo. Vale a pena a leitura.
Twitter é o site que mais cresce
Número de utilizadores não pára de crescer
O número de acessos ao Twitter no Reino Unido aumentou quase dez vezes no último ano, revela um estudo da empresa de Hitwise. Segundo estes dados, o site www.twitter.com é o 291º mais visitado pelos utilizadores que acedem do Reino Unido, mas o que regista maior crescimento.
O director da empresa responsável pela pesquisa, adianta que o estudo apenas contabilizou o tráfego de acesso à homepage do Twitter, por isso, o site ainda deverá ser mais popular, já que há muitas pessoas que acedem directamente às suas contas, ou de terceiros, ou usam outras aplicações, como o serviço mobile, o Twitterrific, Twitterfeed ou o Tweetdeck.
Viciante?
Segundo esta pesquisa, há muitas pessoas que consideram o Twitter viciante. O tempo médio de cada utilizador neste serviço era de 10 minutos há um ano atrás, e agora é de meia-hora.
O facto de o site ser utilizado por cada vez mais famosos, desde personalidades do munto do espectáculo, a políticos, jornalistas, etc, ajuda à popularidade desta mistura entre um micro-blog e uma rede social.
A maioria do tráfego do Twitter chega dos EUA, mas o site torna-se cada vez mais popular na Europa.
A crescer está também o Facebook, que foi o segundo site mais visitado por cibernautas britânicos durante o Natal, ultrapassado apenas pelo Google.
Durante a semana do Natal, os sites de relacionamento foram responsáveis por 10 por cento de todas as visitas na Internet inglesa e, nos EUA, só na noite de consoada, o Facebook representou 2 por cento dos acessos.
Nova Iorque: o poder da Internet no relato da queda
Nova-iorquino tirou imagem com iPhone desde um dos ferrys que salvou as vítimas e colocou-a no Twitter
Nova Iorque: avião aterra no rio Hudson
Segundo o site CNET, a foto suscitou tanto entusiasmo que o TwitPic ficou com os servidores esgotados. O responsável e fundador do site, Noah Everett, considera que o efeito «bola de neve» foi simplesmente imparável, obrigando à aquisição de novos aparelhos.
Janis Krums tinha colocado na sua conta de Twitter, uma hora antes de tirar a foto, uma mensagem a informar que tinha tido um dia em grande e que estava de regresso a casa. Mais tarde, escreveu: «Há um avião no Hudson. Estou no ferry que vai buscar as pessoas. Que loucura».
Este é o regsto mais marcante registado na Internet, mas a nível de imagem é possível visionar vários momentos, que foram colocados imediatamente noutros locais, como o Flickr. Centenas de pessoas que vivem em Nova Iorque assistiram a todas as incidências de muito perto e colocaram as imagens on-line.
Até agora ainda não existe qualquer vídeo ou foto do momento do embate, apenas imagens após o acidente.
Onde param os jornalistas? Saiba no Twitter!
Comunidade The Media Is Dying regista quem entra e quem sai nas empresas de media
O mercado de trabalho no mundo da comunicação social é conhecido pela sua volatilidade. Numa época em que as reestruturações, fusões, aberturas e fechos de empresas de media acontecem a um ritmo difícil de acompanhar, o percurso de muitos jornalistas ainda é mais complicado de seguir. Esta foi a razão que levou um profissional do ramo das relações públicas a registar no Twitter estas alterações.
O The Media Is Dying é uma comunidade deste serviço na Internet, que permite colocar em linha pequenas mensagens com até 140 caracteres, onde são registadas as mudanças sobre saídas e contratações que não são noticiados nos media tradicionais.
«Tornou-se impossível acompanhar as mudanças», disse ao jornal The New York Times o fundador do The Media Is Dying, que por razões profissionais preferiu não ser identificado.
Quando foi aberto, este era um serviço acessível apenas a membros seleccionados. O objectivo era manter actualizadas as agendas de contactos dos profissionais das relações públicas. Mas o sucesso da iniciativa levou o seu fundador a torná-lo de acesso público. Passou também a contar com o serviço de sete voluntários, que tentam confirmar as informações que vão recebendo sobre as mudanças nas redacções, para depois as registarem no Twitter. Tudo isto em 140 caracteres de cada vez.
Sites de livros grátis

1. Domínio Público – Do Governo Federal, dispõe de obras que entraram em domínio público, ou seja, que foram cedidas por seus autores ou cujos autores morreram há mais de 70 anos;
2. Cultura Brasil – Site que distribui livros online, nem todos em domínio público;
3. Portal da Filosofia - Especializado em Filosofia;
4. Troca de livros - Para quem prefere livros físicos, que possa tocar e que não precise imprimir ou ler na tela, essa é a opção;
5. Projeto Democratização da Leitura – Site colaborativo. Os usuários enviam links de obras disponíveis na internet. Os responsáveis pelo endereço fazem questão de enfatizar – uma vez que há obras ainda não em domínio público entre as indicadas;
6. Gutenberg - Hospeda livros de domínio público em diversas línguas, inclusive português;
7. CultVox - Além de vender, oferece livros em uma seção gratuita. Porém, para fazer download, é preciso se cadastrar;
8. Biblioteca Nacional - Em sua seção Biblioteca Nacional Digital, a instituição oferece quase 5 mil itens entre livros, mapas, atlas, partituras e documentos históricos;
9. Google Pesquisa de livros – Você pode encontrar diversos livros em versão integral para serem pesquisados online. Se o livro que você procura não estiver disponível na íntegra, você tem a opção de comprá-lo;
10.Biblioteca Virtual – Mais uma opção para quem quer livros que estejam em domínio público em língua portuguesa;
11.BibVirt – Existe desde 1997. Além de ter livros de domínio público, oferece arquivos de som – históricos ou não -, vídeos e outros documentos;
12.eBookCult – Ênfase na área de educação, mas você pode encontrar coisas como as obras de H.P. Lovecraft;
13.Virtual Books – Livros grátis em seis línguas diferentes. Também há entrevistas e resumo de jornais;
14.Pribi - Site pessoal. Possui um bom acervo de livros eletrônicos para serem baixados.
Fonte: Arquivinho
Ciclo de Vida de Informações

Qual informação é útil?
Jacob Feldman *
O crescimento das empresas, o acesso à rede mundial de computadores e as novas tecnologias aumentam cada vez mais a quantidade de dados nas corporações. Muitos desses dados serão consultados apenas nos primeiros dias de vida, mas outros, por legislação ou por necessidade, precisam ser armazenados por mais tempo.
Pesquisas mostram que a maior parte dos dados são utilizados nos primeiros seis meses, depois o número de acessos cai drasticamente e com tendência a zero após um ano de vida do dado. Se esse é o comportamento na maioria das empresas, por que usar mídias de alto custo para armazenar dados que não serão mais utilizados?
O gerenciamento do ciclo de vida da informação tem como principal objetivo racionalizar o uso do hardware e evitar desperdícios. Em outras palavras, aumentar o retorno do investimento e reduzir o custo da operação. Por isso, é necessário hierarquizar essas informações e definir o que deve ser mantido on-line , near-line ou off-line.
Para que um projeto de gerenciamento do ciclo de vida da informação seja bem sucedido é necessário um conjunto de soluções, incluindo hardware e software, além de um elevado volume de serviços, com o objetivo de implementar e dimensionar as soluções adequadas para cada estágio do dado dentro do ciclo de vida das informações corporativas. Estas implementações devem considerar como os dados serão utilizados, protegidos, replicados, armazenados, recuperados e disponibilizados aos usuários.
Acúmulo de dados não significa informação e o acúmulo de informação não representa conhecimento. Por isso, cada vez mais é preciso que as empresas tenham disponíveis informações que facilitem o processo de tomada de decisão, que sejam úteis no dia-a-dia, enquanto as outras – como informações históricas, por exemplo – não precisam estar disponíveis o tempo todo, mas sempre que necessário.
Hoje, o mercado oferece moderníssimas ferramentas que fazem esse gerenciamento, auxiliando as empresas a reduzir em até cem vezes os custos de armazenamento de dados e, da mesma forma, se preocupar apenas com seu core business. Apesar disso, as empresas ainda não atinaram para a importância do gerenciamento do ciclo de vida da informação e continuam acumulando dados em suas redes.
Fonte: http://www.timaster.com.br/
Blogs aproximam leitores, dizem jornalistas em pesquisa

Os blogs possibilitaram a repórteres e leitores uma relação mais direta, de confiança. O público passa a sugerir pautas, guiar o rumo de investigações, ajudar na obtenção de informações, corrigir os erros e dar feedback do material produzido.
Essa foi uma das principais mudanças que os blogs trouxeram ao dia-a-dia dos jornalistas, segundo pesquisa publicada em outubro pelo Online Journalism Blog.
A enquete foi enviada em junho e julho de 2008 para profissionais do mundo todo. Responderam 200, oriundos de 30 países.
Mais da metade disse que sua relação com os leitores mudou “completamente” ou “enormemente” depois que começaram a escrever blogs. O questionário dava as opções “de modo algum”, “levemente”, “muito”, “enormemente” ou “completamente”.
O estudo realizado por Paul Bradshaw corrobora as impressões de Bella Palomo sobre estudo realizado em 2007 com jornalistas blogueiros da América Latina, Espanha e Portugal – 70% disseram ter se aproximado dos leitores (leia mais no post de 19 de janeiro de 2008 no blog Qualidade de Conteúdo).
Segundo Bradshaw, quase metade dos que responderam à pesquisa trabalha em jornais e um terço em veículos online ou são freelancers. Metade é dos Estados Unidos ou Canadá, um quinto do Reino Unido e o restante da Europa continental, América do Sul, Austrália, África, Ásia e Oriente Médio.
Outras mudanças
Bradshaw relata que entre os jornalistas entrevistados, há os que têm percebido influência dos blogs em seu estilo de escrita, que se tornou mais informal, pessoal.
Da mesma forma, os blogs proporcionaram espaço para histórias que não encontrariam lugar em outras mídias, seja pelo tamanho do texto, a extensão dos acontecimentos ou o tom da notícia, relata a pesquisa.
Os blogs também se tornaram cartões de visita dos jornalistas, principalmente os freelancers. Entrevistados disseram ter mais facilidade em obter a confiança de fontes extra-oficiais devido ao trabalho desenvolvido ou em arranjar emprego graças ao portfólio online, diz Bradshaw.
Profissionais também relatam preocupação com a cobrança por rapidez, que acaba criando uma tendência à publicação de rumores, em detrimento do rigor na pesquisa. Outros afirmam que a publicação de rumores é intencional, visando o uso do público para a checagem da informação antes de ela ser publicada em outra mídia.
Essa demanda por velocidade também se traduz na publicação, mais do que de informações minuto-a-minuto, do desenrolar da investigação. Se no jornal impresso uma simples tentativa de contato não ganha nota na página, no blog é possível explicar passo-a-passo a busca por uma entrevista.
Em um cenário no qual 70% dos jornais norte-americanos, 85% das empresas de notícias do Reino Unido e 44% das empresas européias oferecem blogs escritos por jornalistas, a pesquisa ressalta que nem todos os jornalistas sentem da mesma forma a mudança proporcionada pelos blogs. Nenhum dos profissionais que trabalha em Rádio e TV, por exemplo, afirmou que seu trabalho foi “completamente” alterado pelos blogs.
Fonte: http://qualidadedeconteudomanual.blog.uol.com.br
12 passos para o jornalista digital em 2009

O blog 233grados publicou uma lista de 12 dicas para os jornalistas enfrentarem o meio online em 2009. A compilação é fruto do trabalho de Jeremy Lennard, editor da versão online do “The Guardian”, e de Philippe Couve, do Centro de Formação de Jornalistas de Paris. Os dados foram apresentados durante a 64ª edição da Assembléia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
Em resumo, as dicas são:
1- Mantenham-se jornalistas. A base de formação deve continuar sendo reunir, ordenar e comprovar a informação. Soma-se a isso a capacidade de entrevistar, investigar e editar, além da prática ética.
2- Aproxime-se dos seus leitores como iguais, aceitando as contribuições e críticas.
3- Gere e participe das discussões a partir do conteúdo publicado.
4- Conheça as ferramentas digitais para poder inovar com elas.
5- Esteja minimamente preparado para produzir conteúdo para todas as mídias.
6- Saiba narrar histórias valendo-se de diversos suportes de mídia.
7- Coordene as comunidades virtuais criadas em torno do conteúdo produzido.
8- Conheça a atual conjuntura econômica.
9- Saiba compreender dados de tráfego.
10- Exerça o papel de editor de seu próprio trabalho.
11- Trabalhe de forma eficaz com as equipes de desenvolvimento tecnológico.
12- Familiarize-se com o ciclo de vida das informações em cada meio.
Fonte: http://qualidadedeconteudo.blog.uol.com.br/
iPhone 3G disponível em mais 29 países na sexta!
O iPhone 3G já foi lançado em muitos países, que foram divididos em “etapas”. E essa última será lançada nesta sexta, dia 26 de setembro.
Na terceira e última fase será lançado na África do Sul, Botswana, Brasil, Camarões, República Africana Central, Croacia, República Dominicana, Egito, Guinea Ecuatorial, Guinea, Costa de Marfin, Jamaica, Jordania, Kenia, Latônia, Lituânia, Madagascar, Mali, Malta, Mauritania, Nicaragua, Nigeria, Panamá, Russia, Qatar, Senegal, Sudáfrica, Turquia e Venezuela. Leia mais…
Google lança seu celular, o G1
O aparelho foi apresentado nesta terça-feira, 23, em Nova York. Ele começa a ser vendido em 22 de outubro nos Estados Unidos
Continue Lendo 25 setembro , 2008 at 8:25 pm Deixe um comentário


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