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Eye-tracking: as interações inconscientes do usuário

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Para melhores resultados, é importante entender que o olhar é atraído ou não em certas partes da página. Acompanhar o movimento dos olhos ajuda a analisar o comportamento do usuário.

Por Philip Rhodes

Há muitos anos pesquisadores vêm tentando entender como os usuários interagem com websites, produtos e sistemas. Na verdade, o conceito de “usabilidade” foi criado na tentativa de medir a qualidade da experiência do usuário quando este interage com um produto ou um sistema, e, geralmente, se refere a como os usuários podem aprender a utilizar um produto para atingir seus objetivos e o quanto satisfeitos eles estão com este processo.

Um website pode ser considerado “usável” quando o usuário pode de maneira fácil utilizá-lo e acessá-lo para completar suas tarefas ou atividades, atingindo assim seus objetivos. Usabilidade, conseqüentemente, é a combinação de diferentes fatores, incluindo:

  •                      Facilidade de aprendizado – intuitividade
  •                      Eficiência de uso
  •                      Facilidade de memorização – o usuário pode facilmente reconhecer como utilizar a interface
  •                      Prover apoio aos usuários no caso de erro, e, permitir que os usuários se recuperem dos mesmos (durante o processo de utilização)
  •                      Satisfação do usuário (claro que esta é uma métrica subjetiva, o que pode satisfazer um usuário poderá deixar o outro louco de raiva)

A usabilidade tem auxiliado pesquisadores e designers a entender melhor como interfaces podem ser desenvolvidas de forma a serem mais intuitivas; entretanto, a usabilidade tradicional tem sempre se focado no uso consciente da interface pelo usuário.

Mas, são todas as interações entre interface e usuário conscientes ou é possível a algumas interfaces manipular o inconsciente dos usuários? E no caso desta hipótese ser possível, é viável considerá-la para medir os padrões do comportamento do usuário nesta interface?

Este artigo provê uma introdução ao campo do eye tracking, e como este pode ser utilizado em contexto comercial.

Uma breve perspectiva histórica

Em 1879 em Paris, Louis Émile Javal observou que o ato da leitura não envolvia uma varredura leve dos olhos sobre o texto, como previamente assumido, mas uma série de pequenas paradas (chamadas fixações) seguidas de movimentos rápidos.

Uma fixação pode ser definida pelo ato da pausa do olhar fixado em uma certa posição, seguida de um movimento rápido, quando o o olho se muda para uma nova posição com um novo objetivo. Esta observação gerou questionamentos importantes sobre o ato da leitura, que foram investigadas no século passado: Em quais palavras os olhos param? Por quanto tempo os olhos descansam? Quando os olhos voltam a identificar palavras posteriormente?

Em 1980, Just and Carpenter formularam a teoria “Strong eye-mind Hypothesis”, e concluíram que “não existe defasagem entre o que é fixado e que é processado”. Esta hipótese afirmava que existe uma correlação direta e instantânea entre o que um indivíduo olha (palavra ou objetivo), e, como o indivíduo prontamente pensa (processo cognitivo) sobre esta palavra ou objeto.

Apesar desta hipótese ser sempre tomada como certa, muitos pesquisadores, incluindo Hoffman (2000) têm questionado a hipótese acima, uma vez que esta não considera a atenção dada pelo indivíduo a coisas que ele não esteja olhando diretamente, ou seja, a ‘covert attention’.

De maneira similar, não é possível pressupor processos cognitivos específicos diretamente de uma fixação particular em um objeto de uma paisagem. Por exemplo, a fixação em uma face dentro de uma imagem pode indicar reconhecimento, empatia, aversão, perplexidade, etc. Por esta razão, eye tracking é sempre combinado com outras metodologias, como por exemplo, protocolos verbais.

Investigações com eye tracking afiguram-se a dar suporte à idéia de ‘covert attention’, uma vez que tem como resultado o escaneamento dos padrões de fixação e caminhos demonstrados, não apenas nos pontos de atenção, mas por onde os olhos passaram.

Conseqüentemente, eye tracking não indica o processo cognitivo.

O que é eye tracking?

O movimento ocular é tipicamente dividido entre fixações e movimentações. A série resultante das fixações e movimentações é chamada “caminho do escaneamento”.

A maior parte das informações do olhar são obtidas durante as fixações, e não durante as movimentações. Os locais de fixação em um “caminho de escaneamento” demonstram quais informações foram processadas durante uma sessão de eye tracking.

Em média, as fixações levam por volta de 200 milisegundos durante a leitura de um texto, e 350 milisegundos durante a visualização de uma imagem.

A movimentação e fixação em um novo objetivo toma por volta de 200 milisegundos. A análise de um “caminho de escaneamento” tem se mostrado útil para se realizar análises de intenção cognitivas, de interesse e de realce. Estas diferentes “intenções” resultam em tempos levemente diferentes de fixação.

Como um exemplo de uso do eye tracking, a ilustração abaixo demonstra como usuários “visualizam” a homepage do website do Banco Real durante os primeiros 20 segundos.

Os usuários, neste caso, foram solicitados a localizar informações para obter um Cartão de Crédito do Banco Real. Os participantes, no total de oito, fizeram parte de um pequeno projeto de pesquisa conduzido pela Fhios: brasil, para investigar como os usuários estão interagindo com o Real Internet Banking, como estão navegando no site atual, o que este gostam no site, e o que necessita ser mudado para melhorá-lo.

A ilustração indica que todos os usuários visualizaram a página de uma forma muito similar; a sua atenção esteve focada na coluna da esquerda, primariamente no menu da esquerda e no menu em drop – down “Real Internet Banking”.

De maneira interessante, alguns usuários focaram atenção no centro da página e, no menu de navegação primária abaixo do centro da página. Surpreendentemente, nenhum dos usuários focou atenção na coluna da direita da página, apesar de lá existir um anúncio de venda de cartões de crédito.

Finalidades do eye-tracking

Existem dois componentes primários para a maioria dos estudos de eye tracking: análise estatística (esta quantifica onde os usuários olham, às vezes diretamente, e às vezes baseando-se em modelos de engajamento cognitivo) e renderização gráfica.

Nos últimos anos, o aumento da sofisticação e acessibilidade às tecnologias de eye tracking criaram uma grande demanda de interesse nos setores comerciais e empresariais, tendo como foco aplicações comuns incluindo usabilidade na web, publicidade, design, etc. No geral, estudos comerciais de eye tracking funcionam através da apresentação de um foco de estímulo visual para uma amostra de consumidores enquanto um eye tracker é utilizado para gravar a movimentação do olhar.

Podemos tomar como exemplos de focos de estímulo: websites, programas de televisão, eventos esportivos, filmes, comerciais, revistas, jornais, embalagens, displays de prateleira, sistemas de atendimento ao consumidor (auto atendimento bancário, sistemas de checkout, quiosques multimídia, etc), e softwares. Os dados resultantes podem ser analisados em esfera estatística e renderizados graficamente para demonstrar evidências de padrões visuais específicos.

Examinando as fixações e movimentos, dilatação da pupila, piscar de olhos e uma variedade de outros comportamentos, pesquisadores podem determinar uma grande quantidade de informações sobre uma dada mídia ou produto.

A pesquisa de eye tracking tem tido sua utilização aumentada sensivelmente na área de usabilidade na web. As técnicas tradicionais de usabilidade são poderosas em prover informação em padrões de clicks, rolagem, no entendimento do comportamento do usuário, opiniões e atitudes em relação a uma interface. A inclusão do eye tracking oferece a habilidade de analisar a interação do usuário entre os clicks. Isto tem provido valiosos insights sobre quais dispositivos são mais atrativos e quais dispositivos confundem os usuários ou são ignorados.

Especificamente, eye tracking pode ser utilizado para medir a eficiência de localização, branding, publicidade online, usabilidade navegacional, design geral e muitos outros componentes de um site.

A fhios tem executado uso extensivo do eye tracking em vários cenários web, incluindo:

  •                      Análise do estado real (real state) de homepages e de páginas chave de um site

Vários estudos recentes tem objetivado em como os consumidores focam atenção em áreas específicas de um real state online, e como estes usuários se movem e priorizam informações em uma página.

De maneira interessante, estas investigações têm questionado a presunção do modelo em “F” de visualização de páginas.

Previamente concluiu-se que os usuários olham para o alto/esquerda e depois para a área mais alta da página, antes de mover para baixo e a direita, fazendo a forma de um “F” (Nielsen 2006).

Nossos achados sugerem que, apesar dos usuários poderem utilizar o “F” para se orientar na página, muitos deles (particularmente aqueles que já possuíam experiência pregressa com a página) serão atraídos para outros elementos da página, como imagens e textos (particularmente pistas navegacionais).

  •                      Estudo de priorização de navegação

Estudos recentes têm comparado diretamente estratégias navegacionais alternativas, investigando o formato mais importante para as estruturas navegacionais primárias e secundárias em homepages; estas investigações claramente ilustraram que a familiaridade ou experiência de uso em um site tem um impacto direto na performance do usuário em localizar e utilizar diferentes itens navegacionais em diferentes posições.

Um dos achados chave destes estudos tem sido a importância da coluna da esquerda nos itens navegacionais primários.

  •                      Análise de e-mails

Vários estudos tem se focado no entendimento de como os usuários ‘lêem’ e-mails, particularmente e-mails que são enviados como confirmação para processos finalizados online (ex. compras e/ou mensagens de marketing). Estes estudos tem claramente ilustrado um comportamento inicial de ‘scanning’ e ‘browsing’ dos usuários quando olham para estes e-mails, mais do que leitura linear dos mesmos. Através da análise do tempo de fixação, tem sido também possível avaliar como usuários estão lendo e-mails, o que lhes chama atenção no texto e quais palavras, frases e sentenças estão sendo ignoradas.

Agregando sentido aos dados de eye-tracking

A pesquisa de eye tracking pode ser mais efetiva para um completo entendimento dos caminhos complexos nos quais usuários interagem com o mundo informacional. Abaixo estão descritos 20 pontos concluídos através de estudos de eye tracking que podem auxiliar na melhoria do design de uma página de web.

  •                      1. Texto atrai a atenção antes de gráficos.

Usuários não são atraídos apenas por imagens. Usuários casuais irão a um site procurando por informações, não imagens, e por isso, eles procurarão mensagens chave buscando comunicação clara.

  •                      2. Não modifique as convenções só para ser “original”.

Usuários necessitam sentir confiança quando acessam o site, consequentemente, apesar do estilo mais autoral parecer interessante, o design não deve tentar mudar radicalmente os hábitos dos usuários se o site quiser ser bem sucedido.

  •                      3. Leitores ignoram os banners.

Os estudos tem demonstrado que os leitores ignoram banners, apenas focando neles por uma fração de segundos. Se o site se apóia em faturamento proveniente de venda de banners, necessita então ser criativo na localização ou no tipo de anúncio que insere. Nós temos visto que anúncios considerados “relevantes” ou “relacionados” ao conteúdo da página são normalmente mais bem sucedidos (em termos de tempo de fixação) do que aqueles incongruentes com o conteúdo.

  •                      4. Formatações e fontes extravagantes são ignorados.

Os estudos tem demonstrado que usuários tem dificuldade em encontrar informações em fontes com formato grande e colorido. O site deve ser enxuto e não “gritante”, ou importantes elementos poderão ser encobertos.

  •                      5. Mostre números como números.

É mais fácil encontrar informações objetivas quando os usuários visualizarem numerais ao invés de números literalmente escritos. Perceba que os usuários irão inicialmente escanear o site, então será mais fácil para eles encontrar o que precisam e se manter interessados.

  •                      6. O tamanho das fontes influencia o comportamento visual.

O tamanho da fonte afeta como os usuários olham para a página. Pesquisas demonstram que fontes pequenas aumentam o comportamento de concentração de foco visual, enquanto fontes maiores encorajam o escaneamento da página. Obviamente, textos muito pequenos não devem ser utilizados.

  •                      7. Usuários só lêem um subtítulo se este os interessa.

Apesar de subtítulos poderem ser úteis, nossas pesquisas tem demonstrado que usuários prestam pouca atenção neles. Os usuários irão focar atenção nos subtítulos apenas se estiverem interessados no conteúdo após escanear os títulos da página. A inclusão de palavras chave diretamente relacionadas ao conteúdo tem sido considerada útil para orientar os usuários.

  •                      8. As pessoas normalmente escaneam as partes baixas da página.

Uma vez que os usuários estão em partes mais “profundas” do site eles visualizam o conteúdo como fazem com o topo da página (escaneando). Ressaltar certas sessões ou incluir listas com marcadores é particularmente útil para auxiliá-los a focar a atenção em certas áreas de conteúdo.

  •                      9. Parágrafos curtos funcionam melhor que parágrafos longos.

A informação deve ser desenhada para um período curto de atenção da maior parte dos usuários. Parágrafos e sentenças devem ser mantidos curtos, ao menos que o contexto imponha a se fazer diferente, como no caso de descrição de produtos em um site de e-commerce.

  •                      10. Formato de coluna única funciona melhor para a fixação de olhar do que o formato multi-coluna.

Duas colunas podem sempre desestimular usuários devido a excesso de informação. Manter as áreas de conteúdo simples é geralmente melhor. Nossas pesquisas tem mostrado que usuários ficam menos tempo em conteúdos disponibilizados em múltiplas-colunas.

  •                      11. Anúncios localizados próximos aos conteúdos mais importantes são vistos com maior frequência.

Apesar de anúncios serem geralmente ignorados, aqueles posicionados próximos ao conteúdo principal são visualizados por maiores períodos de tempo do que os próximos ao conteúdo a ser visualizado (escaneado). Isto é particularmente evidente se o anúncio é relacionado ao conteúdo principal.

  •                      12. Anúncios em texto são visualizados mais intensamente do que outros tipos de anúncios.

O usuário médio de internet geralmente não perde tempo olhando conteúdo dos anúncios. Este é o porquê de anúncios em texto funcionarem melhor do que anúncios gráficos ou animados.

  •                      13. Imagens de faces (rostos) claras e limpas atraem mais o olhar.

Fotografias abstratas ou artísticas são interessantes, mas não vão ganhar muita atenção dos leitores. Fotografias de pessoas causam uma fixação um pouco mais longa, particularmente quando são de pessoas “reais”, e não modelos.

  •                      14. Cabeçalhos e títulos atraem a atenção.

Leitores focam a atenção em manchetes ou títulos em páginas mais profundas no site. Perceba que as manchetes/títulos são menos importantes na homepage.

  •                      15. Usuários gastam muito tempo procurando botões e menus.

Links navegacionais necessitam de um design bem feito, destacado e imediatamente inteligível. Afinal, eles não apenas atraem a fixação, mas são um dos elementos mais importantes do site.

  •                      16. Listas mantém a atenção do leitor por mais tempo.

Listas fazem usuários focar a atenção no conteúdo, o uso de números ou bullets é também importante no momento de destacar as informações mais importantes do conteúdo.

  •                      17. Grandes blocos de texto devem ser evitados.

Estudos tem demonstrado que em média, o visitante na web não perderá tempo para ler e estudar grandes blocos de texto, não importa quanto informativo ou bem escrito isto possa estar. Destacar áreas específicas e utilizar bullets pode também ajudar a manter a atenção do usuário.

  •                      18. A formatação pode atrair a atenção.

Utilizar negrito, letras maiúsculas, itálicos, cores e sobrescrito pode auxiliar usuários no momento de escanear textos, entretanto, estes estilos de formatação devem ser utilizados de maneira criteriosa, uma vez que o exagero fará a página difícil de ler e espantará os leitores.

  •                      19. Espaço em branco é bom.

Por mais que seja tentador colocar alguma coisa em cada parte da página, é melhor sempre deixar áreas do site livre de qualquer texto. Sites com muito texto desestimulam os usuários – a regra é manter a página visualmente simples e permitir espaços visuais abertos para que os leitores descansem seus olhos.

  •                      20. Ferramentas navegacionais funcionam mais quando colocadas no topo da página.

Usuários desejam estar aptos a se orientar instantaneamente quando entram em uma página ou site (perceba que eles nem sempre entram em um site via homepage); consequentemente, o usuário necessita “ver” imediatamente os itens navegacionais. Colocar os itens navegacionais no topo da página pode deixar a navegação mais fácil.

Conclusão

Eye tracking é um meio efetivo de analisar o comportamento do usuário. É particularmente útil quando utilizado em colaboração com outros métodos de pesquisa qualitativa, onde usuários podem revisar o “comportamento” de seu olhar e discutir porque ele foi atraído ou não em certas partes da página. [Webinsider]

 

Sobre o autor

Philip Rhodes é Ph.D. em Information Design. Especialista em soluções centradas no usuário das áreas financeiras, educacional e telecomunicações. É diretor de Customer Experience Research & Design da fhios.

 

 

 

 

30 janeiro , 2009 at 10:37 am Deixe um comentário

Campus Party discute o papel das lan houses na inclusão social

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Uma das palestras do Encontro de Lan Houses foi apresentada por Nelson Fujimoto, assessor especial do Gabinete Pessoal do Presidente da República; Assuntos como a ilegalidade dos estabelecimentos e a mudança de perfil do uso da internet também foram abordados.

O amazonense João Orismar de Azevedo veio de Manaus para São Paulo para participar do Encontro de Lan Houses, que aconteceu nessa sexta-feira, dia 23, na área de Inclusão Social da Campus Party Brasil 2009. João e mais 65 proprietários de lan houses trocaram experiências e ouviram as palestras de Nelson Fujimoto, assessor especial do Gabinete Pessoal do Presidente da República e Luiz Fernando Marrey Moncau, advogado e pesquisador da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro.

Um dos assuntos mais discutidos pelos participantes durante o encontro foi a grande explosão do número de lan houses e cyber cafés, a legislação para esse tipo de empreendimento e a necessidade de reconhecimento, tanto por parte do governo quanto por parte da população, do grande poder de inclusão digital e cultural que as lans estão assumindo.

“A lan house é uma importante e fundamental ferramenta para acesso à cultura e está revolucionando a inclusão e alfabetização digital”, comentou Moncau. Para Fujimoto, “a lan house tem a capacidade de ampliar as possibilidades de inclusão digital. Precisamos trabalhar esse aspecto de entretenimento e difusão cultural”.

Pesquisa: as lan houses em números

Para confirmar e ressaltar ainda mais o grande poder de inclusão digital que esses centros de acesso têm, Moncau, pesquisador representante da Fundação Getúlio Vargas, adiantou alguns dados de uma pesquisa ainda em andamento que procura entender o fenômeno das lans. Em 2007, o acesso à internet a partir de lan houses ultrapassou o acesso doméstico: 49% contra 40% (Fonte: CGI – Comitê Gestor de Internet no Brasil).

Ainda segundo dados levantados pelo mesmo estudo, há mais lan houses (90 mil) do que livrarias (2.676) ou salas de cinema (2.300) no País. Entre elas, 100 estão na Favela da Rocinha, 30 na Cidade de Deus e 150 no Conjunto de Favelas da Maré, todas no Rio de Janeiro.

Moncau apresentou também alguns dispositivos da legislação de alguns municípios brasileiros, caso do Rio de Janeiro e de São Paulo, que dificultam o trabalho dos empreendedores da área. Fato confirmado com outro importante dado: 83% das lan houses brasileiras funcionam na informalidade. “As leis precisam tratar as lans a partir do seu potencial inclusivo e benéfico. A formalização desses estabelecimentos pode gerar uma onda de formalização para outros negócios e os custos da formalidade podem ser menores que os da informalidade”, concluiu.

Depois de uma hora ouvindo atentamente aos palestrantes e colegas, João Orismar acredita que a viagem até São Paulo valeu a pena. “Um encontro como esse é importante para a conscientização do governo e das pessoas. Somos criminalizados e colocados como culpados pela evasão escolar, por exemplo. Nunca veem nosso papel inclusor”, concluiu.

Fonte: http://www.campus-party.com.br/

29 janeiro , 2009 at 10:37 am Deixe um comentário

Sites de Fotojornalismo Atuais e Históricos

Vale à pena conferir:

http://photosthatchangedtheworld.com/

http://www.vanityfair.com/culture/features/2008/11/25best_slideshow200811?slide=1#globalNav

http://digitaljournalist.org/blog/category/galleries/

http://www.boston.com/bigpicture/

http://images.google.com/hosted/life

http://www.the37thframe.org/

http://www.wesay.com/

http://www.flickr.com/groups/photojournalism/

 

28 janeiro , 2009 at 11:04 am Deixe um comentário

Como Obama usará as redes sociais como presidente?

Obama - (Photo by Alex Wong/Getty Images)

O novo presidente norte-americano tem nas mãos a oportunidade de estabelecer um governo eletrônico pleno, onde a colaboração é fundamental. Vamos ver como fará para usar a força de tantos amigos online.

Por Moriael Paiva

Ao longo da história dos Estados Unidos os meios de comunicação têm sido um forte aliado dos políticos que chegaram ao posto de homem mais poderoso do mundo. Franklin Roosevelt utilizou-se do rádio. Nos anos 1930, foi o primeiro presidente a se dirigir regularmente aos cidadãos utilizando-se de um veículo de massa.

Outros governantes que o precederam também tiveram acesso à radiodifusão, mas o democrata percebeu no microfone uma ferramenta de grande influência sobre uma população carente de um contato mais direto com a maior liderança do País.

Valendo-se do domínio de uma linguagem própria do rádio, em seus 12 anos na Casa Branca, Roosevelt superou os momentos de crise e manteve a confiança dos norte-americanos.

Em 1960, John F. Kennedy apostou todas as fichas na televisão para vencer seu então adversário Richard Nixon, nas eleições presidenciais daquele ano. Antes disso, durante os debates transmitidos pelas rádios, o republicano Nixon mantinha vantagem. Mas quando o jovem Kennedy mostrou domínio da nova ferramenta de mídia, o jogo virou. Assim como Roosevelt, ele também foi inovador ao se valer de um veículo de comunicação na construção de sua imagem.

Quase 50 anos depois, Barack Obama surge como o novo líder que vai revolucionar a forma de se comunicar. Na era da internet, o democrata seguiu seus antecessores de partido e já entrou para a história como o primeiro político a utilizar os recursos da web 2.0 em sua plenitude para conquistar o apoio do eleitorado americano e a admiração da população de outros países.

Durante toda sua campanha, o time do então senador por Illinois investiu em várias frentes. Blogs, twitter, Orkut, Linkedin, You Tube foram alguns dos canais explorados por Obama para vencer Hillary Clinton na convenção do Partido Democrata e, na seqüência, ultrapassar John McCain nas eleições realizadas em 4 de novembro.

Como resultado, Obama conquistou um verdadeiro exército de seguidores. Ele somou mais de 13 milhões de endereços de e-mails, dois milhões de participantes do site MyBarackObama.com e cinco milhões de apoiadores em mais de 15 outras redes sociais, incluindo o Facebook, onde 3,2 milhões de usuários manifestaram sua preferência. No Twitter, Obama chegou a ter mais de 160 mil seguidores, sendo o usuário mais acompanhado através do microblogging, sucesso do momento, que tem por base o envio de atualizações a partir de respostas constantes à simples pergunta: “o que você está fazendo?”.

O presidente eleito ainda angariou através da internet mais de meio bilhão de dólares, valor proveniente das 6,5 milhões de contribuições online feitas por um total de 3 milhões de pessoas – boa parte delas investiu dinheiro mais de uma vez para apoiar a campanha, uma média de US$ 80,00 por doação – ao longo dos 21 meses que precederam a vitória de Obama.

O fenômeno na Internet não parou por aí: no total, um bilhão de e-mails com sete mil diferentes tipos de mensagens foram enviados durante a campanha. Já o sistema de mensagens de texto pelo celular criado pelo comitê somou um milhão de assinantes, eleitores que recebiam de cinco a vinte mensagens por mês. De fato, esta foi a primeira grande campanha política que elevou a web ao topo de sua estratégia de marketing.

Desafios

Especialmente nos EUA, o poder da grande mídia sempre foi decisivo para o sucesso de seus governantes. Hollywood inclusive já retratou isso em algumas de suas produções, onde fica claro que a informação pode chegar um “pouquinho” diferente do real, conforme a interpretação de um ou outro.

Com tantos “amigos online” o agora presidente Barack Obama tem a missão de provar que é possível uma conversa direta, já que governa sob os olhares em tempo real de milhões de internautas. Direto de seu gabinete ou em qualquer lugar onde esteja, o democrata poderá se fazer entender à população por meio de todas as redes sociais disponíveis atualmente.

Através desse contato, Obama também poderá medir a avaliação de seu governo, saber o que a população pensa sobre determinado assunto e fazer com que o povo norte-americano pressione o congresso a votar com mais rapidez os projetos propostos por seu governo. Da mesma forma e com igual poder de alcance, a população poderá responder ao governo, mostrar insatisfação e retrucar seus argumentos.

Obama tem nas mãos a oportunidade de estabelecer um governo eletrônico pleno, onde a colaboração é fundamental. Em um momento tão difícil para o país, faz diferença este contato tão próximo e direto com o exército de apoiadores que criou – principalmente para o desafio de corresponder à expectativa gerada em torno de sua eleição histórica. Afinal, em meio à tantas turbulências, somente com ações acertadas e afinadas ao desejo popular será possível trazer de volta a esperança do povo americano. 

 

Fonte: Webinsider

27 janeiro , 2009 at 12:15 pm Deixe um comentário

Sites grandes discutem a influência das mídias sociais

Editores de sites como Abril e Estadão debatem no Campus Party como as publicações de empresas de jornalismo se relacionam com as mídias sociais. E como procuram se adaptar a elas.

Por Alessandra Mazzariolli

O debate “A influência das mídias sociais nas publicações” fez parte da agenda do Campus Party e reuniu Silvia Bassi (IDG), Sandra Carvalho (Editora Abril), Marco Chiaretti (Grupo Estado), Marcelo Gomes (Meio & Mensagem) e Tiago Dória como moderador.

Os profissionais apresentaram visões sobre a internet no papel de editores de publicações e comentaram sobre como as novas mídias estão se conectando com os meios de comunicação de massa.

Na disputa pela atenção do usuário, de certa forma competem com blogs, twitters e wikis, que por sua vez diminuem as distâncias entre o que é noticiado e quem escreve a notícia.

- O que funciona o que não funciona nas novas mídias sociais?, perguntou Tiago Dória aos convidados da mesa.

Segundo Silvia Bassi, da IDG, os meios de comunicação de massa estão experimentando as novas mídias e as agências de publicidade tentam entender todas as mudanças. Os veículos, portanto, devem pensar em “mudar a cabeça dos jornalistas; saber trabalhar com diversas mídias (desde as convencionais até blogs, YouTube, caixinha de papel…) e conseguir estabelecer que informação não é só o que você escreve, mas também como você a organiza”.

Marcelo Gomes, do Meio & Mensagem, por sua vez está “testando as coisas”. Entende que o blog funciona como recurso editorial e convida blogueiros para participar do conteúdo. Para ele o jornalismo colaborativo enriquece a cobertura dos eventos, com relatos próximos aos acontecimentos.

Sandra Carvalho, da Abril, contou que no passado as iniciativas em rede, basicamente fórum, sempre foram consideradas importantes na Info, mas limitadas. Hoje o Orkut mostra o seu tamanho. “O que mudou no jornalismo: ontem o público lia, hoje troca informações. A capacidade de mobilização tornou o jornalismo mais ligado à internet e hoje a forma de trabalho é muito diferente. E os negócios também atuam na internet”.

Para Marco Chiaretti, do Grupo Estado, a audiência funcionou: se 300 mil pessoas lêem o Estadão, oito milhões acessam o portal. Já a relação entre o texto e o leitor estaria em crise; no jornal impresso “supõe-se que o leitor leia todo o texto, mas na internet sabemos que isso não acontece”.

Do ponto de vista financeiro, Chiaretti acredita: “Tem que funcionar. Os publicitários devem se convencer que os anúncios em portais serão maiores do que no papel, mas saber fazer sem prejudicar o jornal tradicional. Ou seja, para os espaços sociais em construção está dando certo. Temos um longo percurso, mas tem que funcionar”.

A conclusão em poucas palavras: o jornalismo tradicional está se adaptando às novas tendências e deseja cada vez mais produzir conteúdo na internet e lidar com a influência das redes sociais. 

Fonte: Webinsider

 

26 janeiro , 2009 at 12:11 pm Deixe um comentário

Poder do Twitter

twitter

As notícias abaixo foram selecionadas do Portal IOL Portugal Diário sobre o Twitter e sua influência no jornalismo. Vale a pena a leitura.

Twitter é o site que mais cresce

Número de utilizadores não pára de crescer

O número de acessos ao Twitter no Reino Unido aumentou quase dez vezes no último ano, revela um estudo da empresa de Hitwise. Segundo estes dados, o site www.twitter.com é o 291º mais visitado pelos utilizadores que acedem do Reino Unido, mas o que regista maior crescimento.

O director da empresa responsável pela pesquisa, adianta que o estudo apenas contabilizou o tráfego de acesso à homepage do Twitter, por isso, o site ainda deverá ser mais popular, já que há muitas pessoas que acedem directamente às suas contas, ou de terceiros, ou usam outras aplicações, como o serviço mobile, o Twitterrific, Twitterfeed ou o Tweetdeck.

Viciante?

Segundo esta pesquisa, há muitas pessoas que consideram o Twitter viciante. O tempo médio de cada utilizador neste serviço era de 10 minutos há um ano atrás, e agora é de meia-hora.

O facto de o site ser utilizado por cada vez mais famosos, desde personalidades do munto do espectáculo, a políticos, jornalistas, etc, ajuda à popularidade desta mistura entre um micro-blog e uma rede social.

A maioria do tráfego do Twitter chega dos EUA, mas o site torna-se cada vez mais popular na Europa.

A crescer está também o Facebook, que foi o segundo site mais visitado por cibernautas britânicos durante o Natal, ultrapassado apenas pelo Google.

Durante a semana do Natal, os sites de relacionamento foram responsáveis por 10 por cento de todas as visitas na Internet inglesa e, nos EUA, só na noite de consoada, o Facebook representou 2 por cento dos acessos.

 

Nova Iorque: o poder da Internet no relato da queda

Nova-iorquino tirou imagem com iPhone desde um dos ferrys que salvou as vítimas e colocou-a no Twitter

 

Nova Iorque: avião aterra no rio Hudson

Segundo o site CNET, a foto suscitou tanto entusiasmo que o TwitPic ficou com os servidores esgotados. O responsável e fundador do site, Noah Everett, considera que o efeito «bola de neve» foi simplesmente imparável, obrigando à aquisição de novos aparelhos.

Janis Krums tinha colocado na sua conta de Twitter, uma hora antes de tirar a foto, uma mensagem a informar que tinha tido um dia em grande e que estava de regresso a casa. Mais tarde, escreveu: «Há um avião no Hudson. Estou no ferry que vai buscar as pessoas. Que loucura».

Este é o regsto mais marcante registado na Internet, mas a nível de imagem é possível visionar vários momentos, que foram colocados imediatamente noutros locais, como o Flickr. Centenas de pessoas que vivem em Nova Iorque assistiram a todas as incidências de muito perto e colocaram as imagens on-line.

Até agora ainda não existe qualquer vídeo ou foto do momento do embate, apenas imagens após o acidente.

 

Onde param os jornalistas? Saiba no Twitter!

Comunidade The Media Is Dying regista quem entra e quem sai nas empresas de media

O mercado de trabalho no mundo da comunicação social é conhecido pela sua volatilidade. Numa época em que as reestruturações, fusões, aberturas e fechos de empresas de media acontecem a um ritmo difícil de acompanhar, o percurso de muitos jornalistas ainda é mais complicado de seguir. Esta foi a razão que levou um profissional do ramo das relações públicas a registar no Twitter estas alterações.

O The Media Is Dying é uma comunidade deste serviço na Internet, que permite colocar em linha pequenas mensagens com até 140 caracteres, onde são registadas as mudanças sobre saídas e contratações que não são noticiados nos media tradicionais.

«Tornou-se impossível acompanhar as mudanças», disse ao jornal The New York Times o fundador do The Media Is Dying, que por razões profissionais preferiu não ser identificado.

Quando foi aberto, este era um serviço acessível apenas a membros seleccionados. O objectivo era manter actualizadas as agendas de contactos dos profissionais das relações públicas. Mas o sucesso da iniciativa levou o seu fundador a torná-lo de acesso público. Passou também a contar com o serviço de sete voluntários, que tentam confirmar as informações que vão recebendo sobre as mudanças nas redacções, para depois as registarem no Twitter. Tudo isto em 140 caracteres de cada vez.

24 janeiro , 2009 at 12:06 pm Deixe um comentário

“Folha” dá notícia de suicídio

Por Carla Soares Martin, do Comunique-se

O jornal Folha de S.Paulo e a Folha Online noticiaram, na terça e na quarta, um caso de suicídio. O caso envolvia uma participante do programa Troca de Família, da TV Record.

Ana Estela Pinto, editora de treinamento da Folha, lembra o que o manual sugere em relação a notícias sobre suicídio: “Não omita o suicídio quando ele for a causa da morte de alguém”. Mas faz uma ressalva: “Não se noticia todo e qualquer suicídio, mas também não se esconde do leitor que houve suicídio quando a morte de alguém for relevante jornalisticamente.”

A mulher que cometera o suicídio era participante do reality show Troca de Família. O programa consiste em trocar as mães de duas famílias de diferentes culturas do Brasil – cópia do formato de um programa estrangeiro – e relatar as mudanças durante uma semana. O programa com a participante não entrou ainda no ar.

Carlos Eduardo Lins da Silva, ombudsman da Folha, comenta que, apesar de esta mulher não ser famosa, participava de um programa de televisão, o que validaria a notícia. “O nome dela não aparece”, diz Silva, a respeito da versão impressa da Folha. Na Folha de S.Paulo, há uma nota com a notícia em Folha Corrida, na contracapa de Cotidiano. A versão da Folha Online revela o nome da participante e apresenta uma foto dela. “Teoricamente seria ombudsman da Folha Online e da Folha de S.Paulo, mas não tenho tido tempo”, afirmou.

Lins da Silva dá sua opinião como jornalista: “Eu, pessoalmente, poderia não dar, porque não gosto de notícia de crime”. Como jornalista e ombudsman diz: “Não é contra o manual, não é sensacionalista”.

Rede Record tem 95% de chance de exibir o programa

Por haver “base legal” – “a família foi consultada e existem condições técnicas”, a TV Record “tem 95% de chance de exibir o programa com a participante no Troca de Família.

Fonte: Blog Espaço Aberto

 

20 janeiro , 2009 at 11:55 am Deixe um comentário

Conflito no Oriente Médio Maquiado?

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Circula pela internet uma lista com as 12 regras utilizadas pela imprensa internacional para redigir textos a respeito de conflitos no Oriente Médio. Com fina ironia, a jornalista Mona Baker, do britânico The Translator, exibe, em cada um dos itens de sua relação, os interesses das grandes agências de notícias e dos principais jornais do mundo ocidental ao tratar de conflitos como o que está em andamento na Faixa de Gaza.

1) No Oriente Médio são sempre os Árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Essa defesa chama-se represália.

2) Os árabes, palestinos ou libaneses não têm o direito de matar civis. Isso se chama ”terrorismo”.

3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama ”legítima defesa”.

4) Quando Israel mata civis em massa, as potências ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama ”Reação da Comunidade Internacional”.

5) Os palestinos e os libaneses não têm o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isso se chama ”Seqüestro de pessoas indefesas.”

6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de dez mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isso se chama ”Prisão de terroristas”.

7) Quando se menciona a palavra ”Hezbollah”, é obrigatória a mesma frase conter a expressão ”apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.

8) Quando se menciona ”Israel”, é proibida qualquer menção à expressão ”apoiada e financiada pelos EUA”. Isso pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.

9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões ”Territórios ocupados”, ”Resoluções da ONU”, ”Violações dos Direitos Humanos” ou ”Convenção de Genebra”.

10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre ”covardes”, que se escondem entre a população civil, que ”não os quer”. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de ”Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama Ação Cirúrgica de Alta Precisão”.

11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama ”Neutralidade jornalística”.

12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são ”Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade”.
Vermelho.org

 

Fonte: http://nogueirajr.blogspot.com/2009/01/as-12-regras-da-mdia-internacional-para.html

 

17 janeiro , 2009 at 11:51 am Deixe um comentário

Termos mais buscados no Google em 2008

youtube

*Extraído do Site Marketing de Busca:

Saiu o Google Zeitgeist de 2008 com a lista de palavras mais procuradas do Google pelo mundo.

No Brasil, a relação foi bem interessante. Entre os termos que mais cresceram (o pessoal do Google traduziu como “maiores subidas”) estão muitos termos multimídia como fotos, vídeos e música. O Orkut foi campeão o que prova o comportamento navegacional dos usuários.

Termos que mais cresceram

1. Orkut

2. jogos

3. download

4. fotos

5. YouTube

6. vídeos

7. musicas

8. musica

9. msn

10. globo

Já nas palavras mais pesquisadas, o YouTube aparece de novo e de quebra aparece duas vezes. Uma junto e outra separada. O jornal o Dia apareceu na lista.

Mais pesquisadas

1. jogos de meninas

2. naruto

3. you tube

4. claro

5. YouTube

6. jogos

7. jogo

8. esporte

9. tradutor

10. o dia

Dos produtos do Google a lista tem o Google Maps liderando o que mostra que o Google deve investir mais no local business. Porém, para mim tem uma contradição nestes números.

Produtos Google

1. google maps

2. tradutor

3. google earth

4. orkut

5. google videos

6. google talk

7. youtube

8. chrome

9. gmail

10. google toolbar

 

Existem também listas para futebol, eleições e celebridades.

Futebol

1. são paulo futebol

2. santos

3. futebol ao vivo

4. futebol feminino

5. palmeiras

6. flamengo

7. futebol americano

8. federação paulista

9. corinthians

10. campeonato brasileiro

Eleições 2008

1. resultado

2. vereadores

3. candidatos

4. apuração

5. eleição municipal

6. eleição para prefeito

7. obama

8. lei seca

9. tribunal superior eleitoral

10. lula

Celebridades

1. juliana paes

2. juliana knust

3. malu mader

4. dudu azevedo

5. britney spears

6. amy winehouse

7. deborah seco

8. vanessa hudgens

9. sabrina sato

10. michael buble

—> Para acessar a lista mundial do Google, clique aqui

Fonte:

Site Marketing de Busca

 

 

15 janeiro , 2009 at 11:46 am Deixe um comentário

Internet, “suck it”

golden globe

A cerimônia do Golden Globe, sob a sombra da crise e de nova greve em Hollywood, é resumida em galerias de vídeos no site da premiação e no Gawker. Mais uma vez, Tina Fey fez a melhor piada e a mais substantiva, questionando a internet, que está aí para não deixar ninguém se achar grande coisa, apesar dos prêmios.

Fey, que produz a série “30 Rock” para a NBC, mandou três comentaristas de internet “suck it”, algo como “vão chupar”. Deu os codinomes, Dianefan, Cougar-letter e BabsonLacrosse, que postam anonimamente no blog Envelope, do “Los Angeles Times”. Os dois primeiros seriam na verdade a mesma pessoa.

A internet é obsessão da TV no ano novo, não só nos EUA mas por aqui. Na global “Caminho das Índias”, um personagem é blogueiro, outro tem avatar no decadente Second Life. E o diretor da novela diz que a internet “conecta o público” e “está na ordem do dia”. O blog Canal 1 contrapõe:

Na verdade, pesquisas da própria Globo revelam que a televisão aberta, principalmente no horário noturno, continua perdendo audiência para o mundo virtual. Não é ainda um bicho-papão, só que incomoda bastante.

Fonte:Toda Mídia

13 janeiro , 2009 at 11:42 am Deixe um comentário

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